O que é o cancro?
A palavra «cancro» é um dos poucos termos laicos universalmente aceites e usados pela profissão médica. Uma ideia errada relativa à palavra é a de que descreve uma única doença.
Na realidade, usase o vocábulo «cancro» porque se aplica a um mínimo de duzentos estados aparentemente diferentes. O cancro pode atacar virtualmente qualquer tecido ou órgão do corpo: um ou dois órgãos, inicialmente, e revelar-se mais tarde como um invasor secundário em qualquer outra parte do corpo. O cancro pode assumir muitas e diversas formas, variando amplamente no seu significado para a vida e para a saúde. Alguns cancros são tão pequenos que podem curar-se com uma picadela de agulha e dez minutos de cirurgia sem dor. Outros são tão graves que, muito antes de surgir qualquer sintoma, a doença pode ter ultrapassado já a fase da cura. O cancro comum das vias aéreas e pulmões, provocado pelo fumo de cigarros, integra-se muitas vezes neste tipo.
A despeito das diferenças entre os diversos cancros, existe a ideia de que o cancro é uma única doença. Todos os cancros consistem em células anormais caracterizadas por uma divisão incontrolada, e há provas de que tal particularidade pode resultar de alterações no material genético das células - o ADN - que controla a divisão celular.
Embora muitos. cancros se desenvolvam sem aviso, há certos sinais típicos de cancros específicos. A anamnese de um caso de cancro da mama demonstra os perigos de ignorar tais sinais de aviso, já que assim se reduzem as probabilidades de um tratamento eficaz.
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Cancro da Mama
A taxa de mortalidade para o cancro da mama mantém-se praticamente ao mesmo nível que em I 930. Embora o cancro do pulmão seja actualmente responsável por um maior número de mortes entre as mulheres do que o cancro da mama (sendo fatal em 87% dos casos), este último é mais comum. No Japão, o cancro da mama é menos frequente do que nos EUA. A sua detecção precoce, por meio de mamografias. deverá melhorar a taxa de sobrevivência.