Estados do cancro da mama

No estadiamento do cancro da mama, tem-se em conta tanto o tamanho do tumor como quaisquer indicações sobre a sua disseminação a partir da localização originária. Consideram-se cinco fases principais, desde o carcinoma in situ, que é a fase mais favorável, à fase IV, a menos favorável. O tratamento depende da fase diagnosticada, que afecta também a taxa de sobrevivência.

Carcinoma in situ

Nesta fase, algumas células normais tornaram-se malignas, mas ainda nâo invadiram os grupos de células adjacentes. A taxa de sobrevivência após cinco anos é quase de 100%.

Fase I

Nesta fase e nas subsequentes, desenvolveram-se células do tumor em áreas normalmente ocupadas pelas células adjacentes. O tumor tem menos de 2 cm de diâmetro e os gânglios linfáticos axilares não foram atacados. A taxa de sobrevivência cinco anos após o diagnóstico é de 80%.

Fase II

Nesta fase da doença, o tumor tem 2 a 5 cm de diâmetro e os gânglios linfáticos da axila ou são ainda demasiado pequenos para serem percebidos por palpação ou pequenos e com movimento livre quando tacteados. Os doentes são geralmente tratados com uma intervenção cirúrgica e quimioterapia.

Fase III

Esta fase subdivide-se em duas, a fase IIIa e a IIIb. O tumor tem mais de 5 cm e o cancro poderá ter alastrado aos gânglios linfáticos axilares e à volta da clavícula. A doença na fase III tem habitualmente tratamento misto, que envolve frequentemente a quimioterapia, uma intenrenção cirúrgica e a radioterapia.

Fase IV

Nesta fase da doença, o tumor alastrou para além do seio e dos gânglios linfáticos locais, envolvendo órgãos em diversas localizações do corpo. A doença na fase IV é tratada por meio de quirnioterapia, embora se possa recorrer também à radioterapia se o tumor tiver atingido o cérebro ou tiver causado lesões ósseas dolorosas.